sexta-feira, 24 de setembro de 2010

coluna, colete e dor (parte 4)

E assim 2009 começou pra mim: voltei ao trabalho depois da licença e fui tranferida para um outro turno. É o que eu faço ainda hoje: noite sim noite não das 19:00 às 07:00. Trabalho com o Nelson que é o melhor colega de trabalho do mundo!! Desde o primeiro dia não me deixa pegar peso, chama minha atenção se faço alguma estripulia e ainda me deixa estudar quando tenho provas. De verdade? Cansa. Muito. Ficar acordada à noite às vezes te deixa meio off, ainda mais se você tiver aula o dia inteiro. Depois junta o cansaço com uma irritação que não tem fim. Mas compensa, porque quando a aula acaba eu posso ir pra minha casa e é como se fosse folga. Tem dias mais tranquilos que dá pra descansar um pouco, às vezes eu não tenho todos os períodos de aula e posso ir pra casa.

Resumindo: eu consigo manter uma rotina menos insana, consigo fazer minha caminhada (nem sempre, mas ainda consigo). E o principal: não trabalho mais na companhia de gente traidora e invejosa. Esse foi o ponto crucial.

Eu também aprendi a ligar o foda-se, é um exercício diário mas que foi libertador. Ainda tenho muito o que aprender neste departamento mas posso dizer que a gente tem que aprender isso. Não adianta ser boazinha com as pessoas porque elas não vão fazer o mesmo por você. E isso é em qualquer departamento da sua vida, inclusive com a sua família.

Outra coisa que aprendi foi que temos que cuidar do nosso corpo de todas as maneiras. Você só tem ele não dá pra trocar, então cuide enquanto há tempo, cuide enquanto está tudo bem. Conserve-o, ele é seu maior bem. Coma direito, exercite-se, tente dormir bem, faça coisas que te deixem feliz.

O blog foi fundamental na minha recuperação, não só da coluna mas como pessoa. Eu me redescobri, revi conceitos e assim passei a me conhecer de novo. Nunca perca quem você é porque isso vai ser cobrado de você depois. Não esqueça quem você é. Penso que talvez esta seja a causa de depressão de muita gente. Por não me conhecer bem minha auto-estima era praticamente inexistente e eu vivia para contentar os outros.

E, finalmente, aprenda a ser feliz com quem você é. Faça as mudanças que julgar necessárias e tente se adaptar com aquilo que você tem. Preciso usar colete? Ok, vou usá-lo pois é pro meu bem, não reclamo dele (não muito!), não uso mais saltos, não abro mão de conforto pros calçados, pras roupas e pros lugares onde eu vou. Não cometo mais insanidades de ir em festas ou lugares em que não poderei me acomodar direito e tudo bem! Eu não vou morrer por isto. No ônibus, não me sento nunca no último banco, fico em pé se for preciso. É mais seguro. Não fico tempo demais na mesma posição, se necessário for assisto aula de pé andando de um lado pro outro (chega de vergonha inútil, né?), não pego peso meeeesmo, carrego no máximo 5 kg e só.

Amanhã sai mais um post com dicas de como entender seu médico (porque existiram conflitos entre as condutas do neuro, do ortopedista, da fisioterapeuta e do que EU me sentia bem fazendo), de como é importante encontrar um equilíbrio entre tudo o que nos dizem, e algumas dicas sobre saúde da sua coluna, automedicação consciente e mais algumas outras coisas. Se quiser deixar perguntas nos comentários elas são bem-vindas benvindas.

Até lá! #jornalnacionalfeelings

2 comentários:

Renata Papassoni disse...

dizem que quando a gente consegue expor o que mais no machucou este é o momento em que conseguimos elaborar e superar a dificuldade. foi isso o que vc acabou de fazer! obrigada, minha amiga, por compartilhar sua história!!! beijos grandes no coração, rê

Patricia Cardoso disse...

nossa, vc tem uma história critica de coluna mas tbm boa recuperaçnao e duas faculdades. Que lindo isso.. mesmo! eu ando desejando fazer outra mas sem coragem e $ pra tal.. sério =(

bjs